Tratamento de Esgotos

Publicado em: Esgoto
Um dos problemas mais graves enfrentados atualmente pelos centros urbanos é a produção do esgoto sanitário, que cresce à medida em que aumentam as populações das cidades.

Um dos problemas mais graves enfrentados atualmente pelos centros urbanos é a produção do esgoto sanitário, que cresce à medida em que aumentam as populações das cidades. O esgoto sanitário é formado por despejos de diversas origens e pode ser: esgoto doméstico (proveniente de residências), esgoto comercial (produzido por restaurantes, hotéis, aeroportos, etc.), esgoto da área institucional (gerado por escolas, prisões, hospitais, etc.) e esgoto industrial.

     Infelizmente, a maioria das cidades do terceiro mundo, inclusive as brasileiras, não trata adequadamente o esgoto que produz, jogando todos os dejetos poluentes nos rios e mares. 

     No Brasil, apenas 20% dos municípios contam com estações de tratamento que retiram a sujeira do esgoto e devolvem a água limpa aos rios. Este tratamento é fundamental para a proteção da saúde pública, pois os esgotos, ou excretas humanas, podem contaminar a água, os alimentos, os utensílios domésticos, as mãos e o solo. Como conseqüência, o esgoto não tratado é responsável pela maioria das internações hospitalares, pois a causa de doenças como febre tifóide, cólera, disenterias, hepatite infecciosa e inúmeros casos de verminoses.

     Outra importante razão para se tratar o esgoto urbano é a preservação do meio ambiente. Quando as cidades despejam seus dejetos nos rios (sem nenhum tratamento ou purificação), as substâncias presentes, em grande parte formadas por matéria orgânica, podem ocasionar a exaustão do oxigênio dissolvido na água, matando peixes e outros organismos aquáticos, causando o escurecimento e o aparecimento de odores desagradáveis e tornando-a imprópria para o consumo.  

     Durante a década de 90 e no início deste novo século, o SAAE vem trabalhando e investindo boa parte do dinheiro de seus contribuintes em obras que transformaram Garça uma das poucas cidades do Brasil com esgoto 100% tratado.

 

 

O SAAE transformou Garça uma das poucas cidades

       do Brasil com esgoto 100% tratado.

 

 

O SAAE POSSUI TRÊS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO: 

 

ETE DO RIO TIBIRIÇÁ
  
      A ETE (Estação de Tratamento de Esgotos) do Rio Tibiriçá entrou em operação no ano de 2000 e é responsável pelo tratamento de 47% do esgoto de Garça. Nela, o processo de tratamento é baseado nas chamadas “Lagoas de Estabilização”, que são grandes tanques de pequena profundidade cavados na terra, nos quais o esgoto sanitário flui continuamente e é tratado por processos naturais. No esgoto depositado nas lagoas de estabilização, há bactérias e algas microscópicas que são as grandes responsáveis pelo seu tratamento. A parte sólida decantável do esgoto deposita-se no fundo das lagoas em forma de lodo e é digerida por bactérias anaeróbias e facultativas, produzindo novas bactérias, gases e sais minerais.

     Já a matérias orgânica em suspensão na forma de solúvel também é estabilizada por bactérias, principalmente as facultativas, com produção de gases, mais bactérias e sais minerais.
     As algas, por sua vez, utilizam os sais minerais contidos no esgoto e a luz solar para realizar a fotossíntese, produzindo oxigênio que é dissolvido na água. Enquanto isso, aproveitando o oxigênio, as bactérias executam a decomposição dos poluentes orgânicos. Assim, a parte líquida tratada e despoluída do esgoto é devolvida ao Rio Tibiriçá. 

 

 

 

 

ETE DO RIO DO PEIXE

     O investimento mais recente do SAAE em saneamento básico é a construção da ETE (Estação de Tratamento de Esgotos) do Rio do Peixe, que inicia as suas operações no ano de 2003. Esta é a maior unidade de tratamento da cidade, responsável por 53% do esgoto produzido pela população garcense. 
     Na ETE do Rio do Peixe, o sistema de tratamento adotado foi o das “Lagoas Aeradas”. Este processo de tratamento difere do das lagoas de estabilização utilizadas na estação do Rio Tibiriçá apenas pela forma como é fornecido o oxigênio às bactérias.

     Enquanto que nas lagoas de estabilização o oxigênio é produzido naturalmente pelas algas, nas lagoas aeradas o oxigênio é fornecido artificialmente por dispositivos mecânicos. 

 

 

 

 

ETE DO DISTRITO DE JAFA

     O tratamento de esgotos em Jafa é o de “Lodo Ativado em Reator do Tipo Batelada” e é responsável pelo tratamento de 100% do esgoto do distrito. O processo tem início, primeiramente, com o acesso do esgoto a um tanque de aeração, que também funciona como decantador secundário.

     Movimentadas por reatores, as bactérias ativas microscópicas presentes no esgoto produzem flocos biológicos que aderem à sujeira e às partículas sólidas do esgoto, formando uma espécie de lodo. Por ser mais denso do que a parte líquida do esgoto, esse lodo sólido e insolúvel deposita-se no fundo do tanque. 

     Já a parte líquida tratada, acaba sendo oxigenada pelas bactérias ativas e, em seguida, é devolvida ao meio ambiente ou ao rio, sem poluição.
O lodo sedimentado, por sua vez, é utilizado como massa de organismos que irá atuar na degradação dos esgotos que serão lançados no tanque no próximo ciclo. Regularmente, parte desse lodo deve ser descartada para manter as condições ideais do tempo de retenção celular (idade do lodo) para cada caso. 

 

 

Atualizado em: : 09/04/2014 09:07
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